Segurança

Como o Droplet protege suas mensagens de ponta a ponta, o que veem os celulares que as transportam e o que nenhum app pode proteger por você.

Última atualização: 9 de outubro de 2026

Criptografia de ponta a ponta

Uma mensagem é criptografada no seu celular e só volta a ser legível no celular de quem a recebe. No meio do caminho, seja por celulares próximos ou pela Internet, ela não passa de uma sequência de caracteres ilegíveis.

O Droplet usa o protocolo Signal, o mesmo princípio dos grandes mensageiros criptografados: cada mensagem tem sua própria chave, e a chave muda a cada troca. Mesmo que uma chave fosse roubada um dia, ela não abriria nem as mensagens anteriores, nem as seguintes.

A criptografia se baseia em algoritmos consagrados: X25519 para combinar uma chave, AES‑256‑GCM para criptografar e HMAC-SHA256 para fazer as chaves evoluírem.

Os grupos

Em um grupo, cada integrante tem sua própria chave de envio, repassada aos outros por mensagens também criptografadas. Ela avança a cada mensagem. Quando um administrador remove alguém do grupo, as chaves são renovadas: quem saiu não consegue ler o que for escrito depois.

Uma identidade sem número

Sua identidade é um par de chaves criado no seu celular. Não há número de telefone, e-mail nem senha de conta para serem roubados de um servidor.

Para ter certeza de que está falando com a pessoa certa, compare seu código de segurança com o dela, ou escaneie o código QR dela: se os dois forem iguais, ninguém se colocou entre vocês.

Retransmissores cegos

Os celulares que retransmitem uma mensagem carregam um envelope lacrado. Eles sabem de onde ele vem e para onde vai, mas não o que há dentro. Os detalhes do que eles veem estão na política de privacidade.

Para esconder também quem fala com quem na Internet, o Droplet pode usar o Tor: nossos servidores deixam de ver seu endereço IP.

As chamadas

As chamadas de áudio e vídeo são criptografadas de ponta a ponta e vão direto de um celular ao outro sempre que possível. Quando não é possível, um retransmissor repassa o som e a imagem criptografados, sem conseguir ouvi-los.

No seu celular

  • Conversas trancadas: uma conversa pode ficar escondida atrás da sua impressão digital ou do seu rosto.
  • Mensagens temporárias: elas se apagam sozinhas, dos dois lados, depois do prazo escolhido.
  • Visualização única: uma foto ou um vídeo que só abre uma vez.
  • Backups criptografados: protegidos pela sua senha (PBKDF2, 300.000 iterações, depois AES‑GCM). Sem ela, ninguém consegue abri-los, nós também não.
  • Chaves protegidas: sua chave de identidade fica guardada no cofre de chaves do Android.

O que o Droplet não consegue proteger

Ser honesto sobre segurança também é dizer quais são os limites:

  • Quem estiver com o seu celular desbloqueado pode ler suas conversas não trancadas. Proteja-o com uma senha.
  • Quem conversa com você pode fazer uma captura de tela ou fotografar a própria tela.
  • Os metadados necessários para entregar a mensagem (quem escreve para quem, quando) continuam visíveis para os retransmissores e para nossos servidores, a menos que o Tor esteja ativo na parte pela Internet.
  • Os status públicos e os sinais de emergência foram feitos para serem lidos por todos que estiverem ao alcance.
  • O assistente online e a tradução enviam texto a serviços de terceiros. Eles vêm desativados por padrão.

Relatar uma falha

Encontrou uma falha de segurança? Escreva para contact@dropletmesh.app antes de torná-la pública, com o que for preciso para reproduzi-la. Respondemos a cada relato e mantemos você informado sobre a correção.

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